Dias solenes - poema selecionado
O sol impregnou cada canto e recanto da casa rosada, arquétipo de outrora naquela Avenida Sem Nome. Os dias, céleres, respingam tédio e monotonia nas paredes insípidas... ... e teias esvoaçantes colorem escadas, degraus, e pinturas sonolentas. Janelas crestadas e tristes há tempo fecham sonhos e ternuras... E as flores amareladas, embaladas em brisas suadas, acenam adeuses na tarde que morre. ** Poema selecionada pela Revista D-Arte de agosto de 2021