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Mostrando postagens de fevereiro, 2021

Testemunhas

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Acenderam lamparinas opacas, preguiçosas, mal iluminando o trajeto cinza dos peregrinos... ... naquele entardecer longínquo... (!!) As pedras de mármore, frias  e indiferentes, testemunhas mudas dos passos e dores dos transeuntes... * Imagem da Internet.

Abraço mortal

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    As águas doces      de outrora carregam lágrimas líquidas, úmidas      e pardacentas... As águas doces      de ontem sufocam odores        e sofrem     a metamorfose      da dor...      ...   é a morte que abraça as margens antes verdejantes de risos      e de vida...      ... é a morte que abraça em horrores      a natureza               que chora...      ... chora a natureza...      ... choramos nós... * Imagem que ilustra o poema é da Internet. 

À sombra dos jacarandás - conto selecionado e publicado em site

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         “Lá fora, grita o vento minuano... bailado gélido de assovios dançantes...”               Nos dias de inverno, “frio de renguear cusco”, vovó teimava em se abrigar às sombras dos enormes jacarandás que circundavam a casa. Não adiantavam os protestos indignados dos filhos e netos. Vovó afirmava saber o que estava fazendo e que não tinha mais idade para ouvir sermões.             E lá ia a velhinha, em seu xale de lã desbotado pelo tempo, sentar-se junto aos jacarandás desfolhados pela friagem excessiva do inverno.             Vó Sabina – como era carinhosamente chamada – passava horas sob o aconchego gelado das tardes cinzentas, embaixo dos velhos jacarandás e não parecia sentir a passagem dos ponteiros do relógio. Os que a viam de perto juravam que ela conversava baixinh...