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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Serenatas molhadas - poema selecionado e publicado em jornal

 

 













Pés

descalços

encantam

a chuva...

 

Riem

as árvores,

gargalham

as pedras...

... e a tarde morna

cala-se

em suaves

suspiros...

 

                                                               ... e o menino

dança (!)

seu balé

mais azul,

mais gracioso...

- Serenatas molhadas.


* Poema publicado no Jornal Zero Hora- Almanaque Gaúcho.

* Poema selecionado para a Revista Barbante/fevereiro/2021.

Poema selecionado pela Revista Paranhana Literário julho/2021


terça-feira, 8 de setembro de 2020

Ventos - poema selecionado

 



 

 






Fecha

as portas da 

casa,

- frágeis maçanetas!

enquanto os ventos

desolados

do inverno

não soprarem ...

... levantando

 os

 fantasmas

   da

escuridão...


* Poema classificado para a Revista online Conexão Literatura.

 

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

O Presente - conto selecionado

 

 







 


O presente

            - Minha filha, seu presente!

            Eu aceitava com calor e louvor o presente a mim dedicado. Segurava-o entre meus dedinhos, apertando contra o peito, amorosamente, aquela relíquia. Não abria logo. Queria saborear o mistério de sonhar com o conteúdo do pacote enfeitado.

            Pensava: abrir rápido, pra quê? Perdia o encanto! Precisava pensar em mil coisas que ali existiam... Porém, rezava só por uma...

            Dobrava, esmagava o presente colorido de fitas esvoaçantes e suspirava. Quase uma dor! Claro, era meu, ora...

            Então, aquela voz adulta e fria rasgando toda magia...

            - Abra logo, “queridinha”!

            Olhando o pai do alto dos meus cinco anos, queria responder, furiosa:

            - Não!!! – enroscava-me junto ao embrulho. A ânsia de escondê-lo e esconder-me também.

            Bati o pezinho delicado. Só ia abrir quando a imaginação se esgotasse. Novamente, a pressão:

            - Abra logo, você já sabe o que tem aí! Por que tanta demora?

            O pedido me feria. Não entendiam a magia? É preciso sonhar, imaginar, fantasiar!

            Adultos de alma cinzenta - pensei, emburrada.

            - Vamos, menina, abra de uma vez este presente! Chega de fazer manha!!

            Cabeça baixa. Poeira no encantamento. Meus dedinhos ingênuos despedaçando o momento. Pedaços de papel gemendo despedida. Fantasia morta! Assim de vez?

            Finalmente, em minha mãos, o presente nu: o livro almejado. Fruto do mistério.

            Nada me impediria de sonhar, agora... Nada!!


* Conto publicado na Revista Barbante/fevereiro de 2021

 

Escondidos




... atrás da porta,

escondidos,

moram

sonhos

e

lembranças

de outrora...

 

Meu poema em destaque

Poema selecionado "Brumas"

  Poema selecionado Revista Bsrbante abril 2024