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Mostrando postagens de junho, 2021

Os olhos da menina - conto selecionado

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“Lembro-me de um episódio da minha infância, de um momento eterno,     perdido no espaço-tempo... um momento que   me modificou por completo...   Eu era um menino apenas... ela... uma menina apenas... mas o brilho que    havia em seus olhos acompanhou-me por toda a   vida... a luz perene da alma dessa menina não se extinguiu nem mesmo com a morte...”                 O dia pintava tons azuis. Flores perfumadas pontilhavam as alamedas verdejantes do parque infantil.             A bola colorida pareceu surgir do nada – pássaro veloz – enquanto o grito abafado de uma menina cortava o ar morno da manhã ensolarada.               O menino loiro saltou peralta e, com um único movimento flexível, agarrou o brinquedo antes que viesse a fazer novas vítimas. Com...

TECER

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  Tecer fios, Tecer teias, Tecer destinos, Tecer caminhos, Tecer doçuras, Tecer sonhos...   Tecer... Desfazer, Refazer, Tecer mistérios, Tecer... Reviver, Tecer... Renascer...

Sapatinhos Azuis - meu 6º livro infantojuvenil

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                                Não eram os sapatinhos de Cinderela, daquela Cinderela dos contos de fadas, não. Estes me foram prometidos quando nenê. Não por uma fada-madrinha, mas sim por uma   vizinha prá lá de esquisita, moradora da casa da esquina. Moradora era força de expressão. Na verdade, a mulher não tinha paradeiro fixo, vivia sozinha e andava sempre caminhando pelas ruas, esquisita como ela só.             Mamãe fechava o rosto assim que ela se aproximava de nossa casa e ficava de sobreaviso, caso a vizinha tomasse alguma atitude violenta. Porém, a mulher parecia pacífica. Trazia, constantemente, nas mãos magras e murchas, um punhado de flores e   distribuía-as pela vizinhança. Dessa forma, acabou mesmo conquistando o coração resistente de mamãe. Isso tudo aconteceu antes do meu na...

A rosa que se transformou em estrela - a história do meu primeiro livro.

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  Em um certo jardim, repleto de flores multicores e de variadas espécies que nem sequer podíamos imaginar surgiu uma perfumada rosa amarela. Poderia, à primeira vista, parecer igual a qualquer rosa amarela que conhecíamos. Mas aquela era diferente! Surgira numa manhã primaveril e desabrochara no justo momento em que o sol surgia no horizonte. Ao despertar, abriu, preguiçosa, suas aveludadas e delicadas pétalas e suspirou feliz. Lançou um olhar na direção das outras flores e viu-as ainda adormecidas. O silêncio do jardim era profundo e, bem lá no fundo, ouvia-se o canto de um bem-te-vi. Muito alegre, a rosinha apressou-se a acordar as demais companheiras animada e risonha: - Hei, acordem! Olhem, eu cheguei! Hei, eu cheguei! Mas ninguém a notou, sequer despertaram do sono reparador. Desolada, a rosinha resolveu esperar, pacientemente, que elas acordassem. À medida que os minutos passavam, a rosa amarela impacientava-se. Ah, como gostaria de contar às demais florzinhas a feli...

VOZES DA ALEGRIA

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  Em um tempo de dores e incertezas, Lilo e seus irmãozinhos são os condutores da esperança através da música. É por meio do canto que a metamorfose acontece: “Alô! Alô! O sol brilhô”! E o cinza do sofrimento já não é mais lamento... Há bálsamos mornos banhando nossas almas: são as vozes da alegria.   Vozes da alegria             Lilo caminhava e cantarolava baixinho. Os raios dourados da manhã azul, brincavam de esconde-esconde em seus cabelos castanhos.             Lilo abraçava o dia... e a voz subia, beijando o sol, as nuvens e os pássaros:               “Alô! Alô! Chegô! Chegô!             O bichinho malvado passô!             Alô! Alô! Meu sinhô!      ...

CALMANTE - poema selecionado

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  Calmante Cresceram madressilvas e o quintal encharcou-se de girassóis... - asas em flor A dor, o desespero, as queixas, os lamentos, os tormentos e os ais... Perderam-se no vazio azulado dos dias em nuvens... - brumas de algodão E a brisa cor-de-rosa e calmante trouxe o remanso, o descanso, o alento, a esperança... - nuanças de luz                                                         03 de junho de 2021  * Nesta poesia, a imagem que ilustra o poema é da Internet. Poema selecionado para a Revista D-Arte, novembro/2022.  Curtir Comentar Compartilhar