A data mais linda, segundo minhas lembranças, sempre foi o Natal. Mesmo que não houvesse fartura à mesa e muitos poucos brinquedos para esperar à meia-noite do dia 24 de dezembro. Eu sempre amei o Natal. Acredito que já tinha uma queda por ele na barriga da minha mãe. Ouvia o repicar do sino natalino bem antes de dezembro, mas vivia no encantamento porque o final do ano era anúncio da chegada do Natal. Não tenho recordações sobre o fato de acreditar ou não em Papai Noel - bastava saber que ele existia lá no Polo Norte e essa informação me bastava. Eu era o retrato do conformismo e meu coração festejava alegrias na esperança de ganhar uma boneca. Eu sabia que meus pais não tinham dinheiro para comprar a boneca, o que, hoje, deduzo que encerra a questão de ac...