domingo, 8 de fevereiro de 2026

Microconto Fascinação (outra versão)




                                                                    Desenho: ChatGPT

                                                                     Autora: Rosangela Mariano

Poema Mutação


 


Desenho: ChatGPT
   Autora : Rosangela Mariano

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Poeminha: Tristeza




                                                                  Desenho: ChatGPT

                                                                   Autora: Rosangela Mariano

Poema: Tremores






                                                              Desenho: ChatGPT

                                                              Autora: Rosangela Mariano

Poema: Melancolia

 



  

                                                           Desenho: ChatGPT

                                                           Autora: Rosangela Mariano


                                                         * Lê-se no poemainha: vê

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Poema: Espera





                                                              Imagem: ChatGPT

                                                              Poema: Rosangela Mariano

Poema: medos


                                                         Ilustração: ChatGPT

                                                           Poema: Rosangela Mariano

Lembranças eternas - conto classificado Web TV


                                                
A data mais linda, segundo minhas lembranças, sempre foi o Natal. Mesmo que não houvesse fartura à mesa e muitos poucos brinquedos para esperar à meia-noite do dia 24 de dezembro.
Eu sempre amei o Natal. Acredito que já tinha uma queda por ele na barriga da minha mãe.
Ouvia o repicar do sino natalino bem antes de dezembro, mas vivia no encantamento porque o final do ano era anúncio da chegada do Natal.
Não tenho recordações sobre o fato de acreditar ou não em Papai Noel - bastava saber que ele existia lá no Polo Norte e essa informação me bastava. Eu era o retrato do conformismo e meu coração festejava alegrias na esperança de ganhar uma boneca.
Eu sabia que meus pais não tinham dinheiro para comprar a boneca, o que, hoje, deduzo que encerra a questão de acreditar ou não no Papai Noel: eu nunca escrevera uma carta ao bom velhinho pedindo a boneca.
Mesmo assim, sem grandes comilanças ou presentes, eu aguardava o Natal com brilho no olhar, a alma infantil era só ansiedade ao ver a cidade enfeitada de luzes, matizes, famílias sorridentes e praças decoradas de bolinhas de vidro coloridas.
Amava as noites que antecediam o Natal. Recordo com nostalgia os passeios pelas ruas repletas de pessoas em alegre algazarra, enquanto as lojas entoavam canções natalinas que mexiam com meu coração de criança.
Havia uma pequena lojinha escondida em uma rua sem muitas luzes, mas a magia da vitrina com um burrinho vestido de papai natalino ficou gravado na minha alma. Parávamos em frente à loja e o encanto singelo daquela cena simbolizava a simplicidade de nossos natais.
Uma bola colorida, um quebra-cabeça, um jogo de varetas e nos sentíamos felizes e gratos, pois sabíamos que não havia condições de compras maiores ou mais caras. E isso nunca me levou à revolta; o poder ter menos nunca me incitou à desesperança ou mágoa contra meus pais.
Mas o amor pela boneca nunca me abandonou e fui crescendo de idade em idade, todavia a criança que sonhava em mim sempre esperou pela boneca.
E ela veio. Eu quase adolescente, linda e pequena, como um presente há anos esperado; como um presente há décadas acalentado; como um presente há tempos imaginado. E ficou comigo até que me considerei mocinha - quase como um troféu da minha esperança, fé e crença no espírito natalino.
Nunca pensei muito sobre o verdadeiro sentido do Natal, fui crescendo e compreendendo sobre Jesus e seus ensinamentos de amor. Mas eu ainda amava o Natal; eu ainda guardava um carinho inusitado pelo Papai Noel e toda a trajetória de São Nicolau.
Natal sempre me recordará momentos de risos, visitas de parentes, passeios perfumados, luzes coloridas, crenças renovadas... emoções aconchegantes que tornaram meus natais cor-de-rosa...
Natal não morrerá nunca. Haverá sempre uma menininha sonhando com sua boneca na véspera do Natal. E enquanto existirem sonhos, haverá Natal.
Imagem 1: internet




Classificação do conto Lembranças eternas Web TV







 Meu pseudônimo: Lunara

 

Revista D-Arte - poema classificado